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domingo, 8 de março de 2015

Revoltas na República Velha

Guerra de Canudos
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Revolta da Vacina 

Revolta da Chibata
Ocorreu entre novembro e dezembro de 1910, no Rio de Janeiro. As causas tiveram início quando os marinheiros rebelaram-se exigindo o fim dos castigos corporais, então permitidos na Marinha brasileira; melhorias na alimentação, aumento dos soldos e anistia para os rebeldes. O  líder do movimento foi João Cândido Felisberto, o “Almirante Negro”. As principais características ocorreram quando os marinheiros apoderaram-se de importantes navios da Marinha e ameaçaram bombardear a cidade do Rio de Janeiro. O governo cedeu à pressão dos rebeldes, desde que se encerrasse a rebelião. Apesar do acordo, o governo não cumpriu o que prometeu; os participantes foram punidos, alguns fuzilados e outros enviados ao Acre.
Guerra do Contestado
Para entender melhor o conflito, leia o HQ abaixo.

Greve Geral de 1917
Ocorreu em Julho de 1917, em São Paulo. Como causas os grevistas exigiam, principalmente, a proibição do trabalho para menores de 14 anos, a abolição do trabalho noturno para mulheres e menores de 18 anos, a jornada de trabalho de oito horas. Não houve nenhuma liderança do movimento. Como principais características, 70 mil operários, de setores industriais diversos, aderiram à greve e, apesar da repressão policial, ergueram barricadas e tiroteios alastraram-se por toda a cidade. Os operários solicitam que os soldados não reprimam a greve. Os operários argumentam que eles e os soldados são “irmãos de miséria”, que os soldados também pertencem à massa popular, que os soldados são trabalhadores comuns, que os operários são movidos pela fome dos filhos, que os patrões são perversos e que é indigno e vil que os soldados se prestem ao papel de repressores do povo. O governo e os industriais concordaram em conceder 20% de aumento salarial aos grevistas e prometeu atender, posteriormente, às demais reivindicações; terminado o movimento, as principais lideranças foram perseguidas.

Revolta dos 18 do Forte de Copacabana
Ocorreu em 5 de julho de 1922, no Rio de Janeiro. Jovens tenentistas lutavam contra a posse do presidente eleito, Artur Bernardes, pois consideravam sua vitória fruto de fraude eleitoral e o acusavam de ter escrito cartas publicadas no jornal O Correio da Manhã, ofendendo importantes militares; além disso, a prisão do Marechal Hermes da Fonseca e o fechamento do Clube Militar acirraram os ânimos. Os lideres foram Capitão Euclides Hermes da Fonseca, filho do Marechal Hermes da Fonseca, tenente Siqueira Campos e tenente Eduardo Gomes. Como  características do movimento os rebeldes tomaram o Forte de Copacabana, que foi bombardeado por dois encouraçados e cercado por 4 mil soldados leais ao governo. Muitos homens desistiram da rebelião, mas alguns decidiram continuar; uniu-se a eles um engenheiro gaúcho. Quando os 18 homens, na Avenida Atlântica, marchavam em direção ao Palácio do Catete, foram cercados por soldados que dispararam; houve apenas dois sobreviventes.


Revolução Paulista de 1924
Ocorreu em Julho de 1924, em São Paulo. Aconteceu no segundo aniversário da Revolta dos 18 do Forte, tenentes paulistas queriam depor o presidente Artur Bernardes. Os lideres foram o  general gaúcho Isidoro Dias Lopes, o major Miguel Costa e os tenentes Joaquim Távora, Juarez Távora e Eduardo Gomes. Como características os rebeldes tomaram pontos estratégicos da cidade e atacaram o palácio dos Campos Elíseos; o governo federal enviou 18 mil soldados e iniciou pesado bombardeio aéreo, sobretudo sobre o Brás, a Mooca e o Belenzinho. Foram contabilizados mais de 500 mortos e quase 5 mil feridos. No fim, os rebeldes conseguiram fugir de São Paulo de trem.


Coluna Prestes


Cangaço