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terça-feira, 12 de agosto de 2014

Deuses Gregos (Mundo Estranho)


















ATENAS, o berço do Ocidente (Aventuras na História)




 Vemos o importante papel que a ágora de Atenas desempenhava como o espaço público mais visado e valorizado da cidade-estado grega. Era na ágora que as pessoas de uma mesma comunidade se relacionavam, elas saiam de dentro de seusoikos e iam se reunir nesse grande centro de circulação de produtos idéias e pessoas, ou seja, um ponto de reunião – independente de haver troca de bens -, era este o sentido que a ágora tinha.            Esta “praça” pública se caracterizava como um espaço construído, permanente e fixo, que, tinha também um sentido político – era o lugar onde se deliberavam assuntos importantes para a vida dos cidadãos e da sociedade como um todo. Neste sentido, encontraremos uma contraposição entre os povos que tinham a ágora e os que não a tinham. Estes últimos eram considerados bárbaros, pois, na maioria das vezes, tinham como forma de governo a monarquia e, como tal, não deliberavam, pois, entendiam não ser necessária a discussão uma vez que apenas uma pessoa decidia por todas as outras.
              A palavra ágora se originou do verbo agorien, que no século VIII a.C significava discutirdeliberartomar decisões; mas com o passar dos séculos seu sentido foi mudando e já no século IV a.C agorien significava comprar. Dessa forma, o comércio pode ser definido na sua forma mais simples como uma circulação, uma transferência de bens. Entretanto, para que essa movimentação possa ocorrer, se faz necessário que haja pelo menos dois indivíduos envolvidos. Assim, cada pessoa leva seus produtos e havendo o interesse e a possibilidade eles trocam as suas mercadorias (essas trocas podiam envolver ou não dinheiro).
No entanto, se fazia necessária a existência de um espaço físico para que essa transferência de bens pudesse acontecer. Dois locais eram preferencialmente utilizados pelos antigos gregos para tal transferência: as ágoras e os portos. Estes eram dois espaços físicos em que se materializavam, se concretizavam as relações entre os homens. Na ágora, eram realizados diversos tipos de trocas, e no porto muitos tipos de materiais e objetos eram levados para serem transportados através da via marítima.
                                 Gláucia Rodrigues Castellan
                       Bacharel e Licenciada em História/USP


Teatro grego

O teatro, enquanto exercício do espírito humano, não pode ser definido rigidamente por meio do estudo de um período ou civilização específica. A ideia de se representar o vivido ou alguma situação ficcional está intrinsecamente ligada ao momento em que o homem se viu tentado a transmitir uma determinada experiência ou sensação. Contudo, entre os povos de toda a Antiguidade, não podemos deixar de salientar a especial contribuição dos povos gregos ao desenvolvimento desta instigante arte.
Segundo alguns estudiosos, a gênese do teatro grego tem relação com a realização das Dionistíacas, uma série de celebrações religiosas feitas em homenagem a Dionísio, deus do vinho. Com o tempo, as danças, gestos, músicas e poesias preparadas com o intuito de se falar sobre a mitologia dos deuses acabaria por transformar a encenação em uma prática cultural à parte. Dessa forma, o teatro nasceria através do culto aos deuses e passaria a falar de outras situações experimentadas no mundo cotidiano.
Entre os atenienses, o teatro ganhou uma caracterização especial ao reforçar a existência de suas instituições e justificar as ações que marcaram o desenvolvimento do imperialismo ateniense. Logo após a apresentação de uma peça teatral, os atenienses costumavam exibir as riquezas obtidas através da cobrança de tributos imposta aos seus aliados. Dessa forma, o teatro se transformava em um importante palco onde o triunfo ateniense era aplaudido por seus políticos, anciãos, soldados e eleitores.
Os gregos costumavam organizar festivais onde diferentes peças teatrais eram encenadas. Cada autor tinha o direito de inscrever até três peças que, costumeiramente, eram encenadas com a utilização de máscaras. A atuação só era feita pelos homens, que também realizavam a interpretação dos papéis femininos. Em certa altura, o teatro grego passou a se subdividir em duas modalidades: a tragédia, que valorizava os infortúnios dos homens e dos deuses; e a comédia, que tratava o cotidiano de forma jocosa.
Por Rainer Sousa
Graduado em História


A casa grega no século V a.C.


17AGO
 O androceu era o espaço masculino onde o homem cidadão oferecia banquetes, recebia visitas, celebrava com os amigos, enfim era um espaço de interação entre o mundo da casa com o mundo lá fora, essa mediação entre o público e o privado só se dava no androceu.
Havia no androceu apenas uma porta que dava para a rua, os homens para sair desde espaço e entrar no espaço da casa, tinha que dar a volta, isto é, sair para rua e adentrar no interior da residência pela ágora.

Grega
Outro espaço era o gineceu – o espaço feminino – um espaço restrito as mulheres e aos membros daquela família, os homens autorizados a entrarem neste espaço eram: o pai, o marido, o filho, o irmão, o tio. Todos ligados a mulher por laços de parentesco. Um homem de fora, nunca entraria neste espaço.
Uma mulher de fora poderia sim entrar neste espaço, até uma hetaira, caso a dona da casa não fosse capaz de administrar os bens domésticos, os empregados, o homem estava livre para contratar uma hetaira, ela habitaria neste espaço que era parte da casa do cidadão, o que não significava que esta hetaira estava comprometida sexualmente com o cidadão, chefe da família. Ela poderia administrar a casa e  fora dali, continuava a atender a outros homens.
Parte da remuneração deste serviço de administração da hetaira, era morar no emprego, é claro que ela não recebia nenhum homem neste espaço, entretanto ela não tinha nenhum contrato de exclusividade com o dono da casa que ela está administrando. Fora do núcleo familiar, além da administradora da casa, as escravas também tinham acesso ao gineceu.
Percebemos que mesmo no interior do lar, a mulher vivia num cenário altamente preconceituoso, inicialmente ela era propriedade do pai e depois passava a ser propriedade do marido, que era o cidadão.

Um tear no gineceu, datado entre 550 / 530 a.C localizado Metropolitan Museum em Nova York.

Centro de Pesquisas da Antiguidade